Leituras Recomendadas

Informação é poder! Se procuras mais informações sobre direitos dos animais, recomendamos a leitura dos livros abaixo apresentados (infelizmente, apenas disponíveis em inglês).

Tom Regan - The Case for Animal Rights

The Case for Animal Rights
Tom Regan

Em The Case for Animal Rights, Tom Regan apresenta-nos os fundamentos filosóficos para os direitos dos animais. Tal como nós, os outros animais são “sujeitos de uma vida” com um bem-estar experiencial e, tal como nós, são merecedores de respeito. Um livro absolutamente marcante para o movimento de defesa dos direitos dos animais.

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Gary Francione - Introduction to Animal Rights

Introduction to Animal Rights: Your Child or the Dog?
Gary Francione

“Introduction to Animal Rights: Your Child or the Dog?” é um livro que defende de forma clara e simples o direito dos animais a não serem tratados como propriedade e mostra como é impossível tratar os animais de forma condigna enquanto estes forem considerados “mercadoria”.

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Tom Regan - Defending Animal Rights

Defending Animal Rights
Tom Regan

Em Defending Animal Rights, Tom Regan apresenta-nos um conjunto de ensaios sobre a abolição da exploração animal, a relação do movimento pelos direitos dos animais com outros movimentos de justiça social e a aplicação da teoria na nossa vida pessoal e profissional.

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Nota sobre Peter Singer

Algumas pessoas recomendam a leitura de livros do Peter Singer, nomeadamente “Libertação Animal” ou “Ética Prática”, como tratando-se de livros de defesa dos direitos dos animais, mas tal é absurdo. É sempre bom conhecer diferentes visões sobre um tema, mas não se pode confundir utilitarismo com direitos. Peter Singer NÃO defende os direitos dos animais nem a abolição da exploração animal. Peter Singer é um utilitarista e, para ele, os animais podem continuar a ser explorados, desde que o façamos sem lhes causar sofrimento (o que só é possível em sonhos) ou que daí se retirem benefícios que o “justifiquem”.

A filosofia utilitarista rejeita a noção de direitos e defende que as acções devem ser avaliadas consoante as consequências que delas resultam, escolhendo-se a acção que maximize os benefícios para todos os afectados. De acordo com Peter Singer, podemos dar-nos ao “luxo” de comer carne1 se os animais forem criados e abatidos de forma “humana” e podemos continuar a utilizar animais para experiências científicas2 desde que estas sejam proveitosas. Ou seja, para os utilitaristas, os fins justificam os meios. Peter Singer até admite o bestialismo3 (relações sexuais com animais de outras espécies) se o acto for mutuamente satisfatório. Em contraponto, quem defende os direitos e o valor inerente de cada indivíduo, jamais pode admitir sexo não-consensual (e nenhum animal não-humano pode dar consentimento para relações sexuais com humanos, da mesma forma que as crianças não podem).

Devemos nós perguntar a um violador qual o prazer que retira da violação para pesar esse prazer face ao sofrimento da vítima? A maioria de nós rejeita imediatamente e em absoluto uma teoria moral que sequer coloque este tipo de questões. Contudo, aplicada aos animais, a teoria utilitarista dá jeito, pois permite considerar os animais como seres sem valor intrínseco e continuar a usá-los para os nossos fins — o que talvez explique a popularidade da obra de Peter Singer entre muitas organizações e “defensores” dos animais que promovem a reforma da exploração animal, ao invés de promoverem a abolição da mesma.

1. Entrevista de Peter Singer à revista The Vegan, Outono de 2006
2. “Animal guru gives tests his blessing”, The Observer, 26 de Novembro de 2006
3. Peter Singer, “Heavy Petting”, 1 de Março de 2001